Cantora japonesa usa o YouTube para se aproximar de fãs no Brasil

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A cantora japonesa Tsubasa Immamura enfrenta diferenças entre idiomas para cantar em português
A cantora japonesa Tsubasa Immamura, 28, utiliza a internet e as redes sociais, principalmente o YouTube, para manter contato com os fãs que conquistou no Brasil. Tsubasa canta de uma maneira incomum para um artista oriental: em português, mesmo com o típico sotaque.

Em seu repertório estão covers de bandas brasileiras como Legião Urbana, Skank, Los Hermanos e Engenheiros do Hawaii, além de canções próprias. A versão de Tsubasa para a música “Pais e Filhos” tem cerca de 300 mil visualizações no YouTube. Já a canção “Pra Ser Sincero” soma 140 mil visualizações.

A cantora explica que leva em conta as opiniões de seus fãs na internet quando vai elaborar as novidades. “As redes sociais ajudam muito no desenvolvimento do meu trabalho. Por ser um canal direto ligando meus fãs brasileiros comigo, é como se conversássemos e decidíssemos juntos como será feito o trabalho”, diz.

Outra forma encontrada por ela de se aproximar dos fãs brasileiros foi criar uma websérie, em que ela mostra um pouco do Japão para quem não pode viajar até o outro lado do mundo. Os vídeos são todos publicados no YouTube. “O ‘I Love Japan’ surgiu como resposta ao carinho que recebemos no Brasil. Queríamos mostrar para os meus fãs como é o nosso país, como passamos nossos dias, comemos e nos vestimos aqui no Japão”, conta.

A principal barreira encontrada por Tsubasa para cantar as músicas em português é a pronúncia. “Minha maior dificuldade é falar a letra R corretamente. No idioma japonês, não temos um jeito correto de pronunciar o R e o L. Por isso, cada pessoa diz de uma maneira diferente”, conta. Além do idioma brasileiro, a cantora também mistura o japonês em algumas frases.

Essa característica faz com que alguns internautas associem a cantora com o personagem Cebolinha, dos quadrinhos Turma da Mônica. Mas ela reage com naturalidade. “Costumam me chamar de Cebolinha, e eu particularmente acho ele muito bonitinho [risos]. Muitas vezes o preconceito está na cabeça da própria pessoa”, explica Tsubasa.

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